Tenho pra mim que toda ideia opinativa, até mesmo em sua mais primitiva formação, carrega influências das mais diversas naturezas... E assim acabam ganhando forma através delas. Eis aqui então uma das influências que correspondem e compreendem a minha eidos!
"Existe um prazer nos bosques virgens;
Existe um êxtase na costa solitária;
Existe a sociedade, onde ninguém se mete.
Pelo mar profundo e pela música que ruge:
Eu amo não menos o Homem, porém mais a Natureza..."
Lord Byron...
Bem provavelmente, Byron ganhou muitos mais fãs após seu poema ser apresentado para o publico Hollywoodiano através da obra cineasta Into the Wild pelo diretor Sean Pean! Antes de ser um filme, Into the Wild na verdade é uma obra literária de John Krauker e antes disso tudo é a história verídica da vida fascinante e fatidica de Christopher McCandless. Porém não estou aqui para falar sobre essa historia, mas a recomendo com muito apresso!
Bem eu concordo plenamente com o poema de Byron! Realmente há algo de muito superior na natureza, algo fascinante, e que talvez mais da metade dos homens não entendam, pois parecem ter esquecido qual é a sua essência, até mesmo a sua própria! Existe mesmo, pelo menos ao meu ver, um êxtase na costa solitária e em tudo mais da natureza. Por assim dizer, igualmente ao poeta, eu a amo em demasia! Não a nada que faça-me sentir mais vivo, do que o sol tocando meu rosto enquanto ele vai se pondo no horizonte enquanto estou a caminhar descalço sobre o corpo de Gaia... Sinto toda sua vida se desencadear em cada parte de meu corpo que a toca e que ela toca novamente em retribuição. Vendo os rios percorrerem seus cursos sem se desviar de seu objetivo nem por segundo e cumprindo seu papel sempre, observando a relevância de cada montanha a delimitar os espaços e os limites, e as arvores, as plantas no geral, trazem um tom a mais de cor e sombra, dão todo o frescor e alimento que podem oferecer... Assim segue a soberba e sabia natureza! Com tal observância, pego-me a pensar profundamente; "Como que o homem ainda tem que aprender com a natureza" e indo um pouco mais além pergunto-me, "Quanto mais de tempo é preciso para isso se cumprir de um modo mais conciso"?
Porém, do poema de Byron, mesmo com toda sua filosofia a brilhar em meus pensamentos, eu não diria que amo a menos o homem! Pois enxergo tal primata como mais uma parte da natureza, perdida talvez, pequena e imperfeita mas ainda assim parte da natureza. Que parece querer cada vez mais de sua prima essência se afastar! Eis que vós digo, aí estais o maior erro do homem! Não o de ter criado civilizações e evoluído através e com tal invenção. Mas o fato de que com isso, esqueceu-se de uma crucial circunstância natural, o limite! E com sua ambição desmedida passando por cima de todos os limites, parece desejar fazer o que me soa ate então impossível... Viver sem os gozos oferecidos por sua primeira mãe! Dessa forma se tornando uma especie de "órfão" planetário.



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